Pré-produção das gravações

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Fotos: Alexandre Fávero

O mês de junho foi de intenso trabalho na pré-produção das gravações. A organização da logística, a criação de figuras, a produção de efeitos e objetos de cena para as seis histórias do espetáculo da Cia Teatro Lumbra levaram aproximadamente 20 dias. O projeto Criaturas da Literatura em Movimento exigiu um roteiro específico para a execução das cenas diante dos planos e sequências de câmera, uma decupagem detalhada para a continuidade das cenas em sombra, caracterização para as cenas de atores e um storyboard para o alinhamento das propostas com a equipe de gravação. Esse processo, iniciado com vários meses de antecedência, culmina agora, no detalhamento na pré-produção, onde cada um dos recursos determinaria os resultados durante a imersão da equipe durante sete dias na sala de ensaio e nas dependências externas do sítio do Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo, no município de Morro Reuter/RS/Brasil. A produção preparou espaços, permanência, recursos para alimentação e para a execução do trabalho nesse ambiente de acolhimento artístico e ecológico da serra gaúcha.

As três últimas semanas do mês, no estúdio da Cia Teatro Lumbra, foram de testes e preparativos que incluíram várias soluções cênicas, alinhando as linguagens do teatro  com o vídeo, para uma adaptação das cenas em teatro de sombras. A referência eram as cenas da estreia, realizadas em outubro de 2019, no Auditório do Instituto Ling, em Porto Alegre/RS/Brasil, e agora, vertidas para o audiovisual, levando em conta o enquadramento, a sensibilidade da luz, a composição das cenas em diferentes telas, a dinâmica dos movimentos e os imprevistos das locações e intempéries nas cenas externas. A pandemia, o curto prazo e o clima de inverno eram algumas das variantes que jogavam contra algumas experimentações, exigindo toda a atenção na logística.

Desenhos em lâminas para as retro projeções, mistura para a fabricação de sangue artificial, efeitos de iluminação para simulação de luz de velas, figurinos para diferentes personagens, tecidos e rendas para cenografia foram algumas das soluções produzidas pelo Clube da Sombra e que antecederam as gravações. A coordenação das gravações e os equipamentos de vídeo ficaram a cargo do Coletivo Catarse.

Alexandre e Fabiana, da produtora Clube da Sombra, prepararam e adaptaram, três dias antes, a ampla sala de ensaio para um estúdio com isolamento de luz, oficina de objetos, almoxarifado, camarim e quatro diferentes sets de gravação. Cenografia, telas de projeção, iluminação e câmeras foram as ferramentas mais utilizadas para essas sete diárias imersivas no Vale Arvoredo.

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